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FBm7Em7A7FBm7Em7A7
É meFlhoBm7r ser aEm7legreA7 que ser Ftriste,
Bm7Alegria é a melhEm7or coisa qA7ue existe F
É asBm7sim como a luz nEm7o coraA7ção F Bm7 Em7 A7 F Bm7 Em7 A7
Mas F Bm7 pra fazer um sAm7amba A7com beleFza
É preBm7ciso um bocadoEm7 de trA7isteza, F
É preBm7ciso um bocadoEm7 de trA7isteza F
Bm7Senão não se fazEm7 um samba nãA7o F Bm7 Em7 A7 F Bm7 Em7 A7
Senão,F é Bm7como aEm7mar A7uma mulher só linda, e daí?
Uma mulher que tem que ter qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa triste, qualquer coisa que chora, um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher
Feita apenas para amar, para sofrer pelo seu amor e pra ser só perdão.
FazeFr sBm7amba nãEm7o é cA7ontar piaFda
Bm7E quem faz sambaEm7 assim nãoA7 é de nada F
O boBm7m samba é uma foEm7rma deA7 oração F Bm7 Em7 A7 F Bm7 Em7 A7
PorqFue Bm7o samba é a triAm7stezaA7 que balFança
E a tBm7risteza tem seEm7mpre uA7ma esperFança
A triBm7steza tem sempEm7re umaA7 esperanFça
De umBm7 dia não ser mEm7ais trA7iste nãFo
Feito FessBm7a gentEm7e quA7e anda por aí brincando com a vida
Cuidado companheiro! A vida é pra valer e não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom , ninguém vai me dizer que tem sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu, escrito embaixo: Deus, e com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo, a vida e a arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher a sua espera com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida como no meu samba
PonhFa uBm7m poucoEm7 de aA7mor numa Fcadência
Bm7E vai ver que niEm7nguém no mA7undo vence F
A beBm7leza que tem um Em7samba A7não F Bm7 Em7 A7 F Bm7 Em7 A7
PorqFue Bm7o samba nasceu Am7lá naA7 Bahia F
E se Bm7hoje ele é braEm7nco naA7 poesia F
E se Bm7hoje ele é braEm7nco naA7 poesia F
Ele éBm7 negro demais Em7no corA7ação F
Eu, poFr eBm7xemploEm7, o A7capitão do mato, Vinícius de Moraes
Poeta e diplomata, o branco mais preto do país
Na linha direta de Xangô, Saravá, Sarava
À bênção, senhora, a maior Ialorixá da Bahia, Terra de Caymmi e João Gilberto
À bênção, Pixinguinha, tu que choraste na flauta todas as minhas mágoas de amor
À bênção, Sinhô, à bênção Cartola, à bênção Ismael Silva
Sua bênção Heitor dos Prazeres, à bênção Nelson Cavaquinho
À bênção, meu bom Cyro Monteiro, você sobrinho de Nono
À bênção, Noel, sua Benção Ary
À bênção, todos os grandes sambistas do meu Brasil,
Branco, preto, mulato, lindo como a pele de Oxum
À bênção, maestro Antonio Carlos Jobim , parceiro amigo querido
Que já viajastes tantas canções comigo e ainda há tantas a viajar
À bênção, Carlinhos Lyra, parceiro cem por cento
Você que une a ação ao sentimento e ao pensamento, à bênção
À bênção, Baden Powell, amigo novo, parceiro novo que fizeste este samba comigo, à bênção
À bênção, maestro Moacyr santos, que não és um só, és tantos,
Tantos como o meu Brasil de todos os santos, inclusive meu São Sebastião
Sarava, Sarava!
À bênção, que eu vou partir, eu vou ter que dizer adeus
PonhFa uBm7m poucoEm7 de aA7mor numa Fcadência
Bm7E vai ver que niEm7nguém no mA7undo vence F
A beBm7leza que tem um Em7samba A7não F Bm7 Em7 A7 F Bm7 Em7 A7
PorqFue Bm7o samba nasceu Am7lá naA7 Bahia F
E se Bm7hoje ele é braEm7nco naA7 poesia F
E se Bm7hoje ele é braEm7nco naA7 poesia F
Ele éBm7 negro demais Em7no corA7ação F
Ele éBm7 negro demais Em7no corA7ação F
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