
Acordes usados
Am
A7
Dm
E7
A
D
E
B
F#m
F5
Em
C
F
G
D7
Bb7
Gm
D6
Bm
C#7
F#7
B7
Em7
G#
F#/A
Bm9
Am7
G7
C7
Bb
Eb
Ab
Eb7
Cm
F7
Cm7
Ab7
C/D
1.
Porteira Do Tempo
Tom: AmAvançadoAm
A7
Dm
E7
A
D
E
B
AmA7DmAmDmE7AmA7DmAmE7Am
Garoa miuda,Am o pranto da quincha, a noite anda triste o quarto vazioE7 Am
A canha queimando,o agosto do peito, teA7u jeito morena, meu disvario Dm E7 Am
As horas demoram, acendem demencias, acordam lembranças, eternas fatais E7 Am
Desparam desejos, galopam em A7bases, miragens de um tempo, quDme não volta mais. E7 Am
O rancho, o rAosto e o som, de um bandonion e loucos bordoneiA7os de milonga D Dm E B E
O mateA, um gosto amargo e a solidão, eu bebo a madruA7gada que se alonga. D Dm E7 Am A
O ranAcho, o rosto e o som, de um bandonion e loucosA7 bordoneios de milonga D Dm E B E
O mateA, um gosto amargo e a solidão, eu bebo a madrA7ugada que se alonga. D Dm E7 Am A
AA7DDmEBEAA7DDmE7AmAAm
SãAmo tantas assombras, do mesmo candieiro, os mesmos pelegos, paredes iguais, E7 Am
Quem sabe não chegas, já nada me importa, se A7cruzas a porta dos meus irreais, Dm E7 Am
Quem sabe não chegas, já nada me importa, se A7cruzas a porta dos meus irreais, Dm E7 Am
O rancho, o roAsto e o som, de um bandonion e loucos bordoneioA7s de milonga D Dm E B E
O mate,A um gosto amargo e a solidão, eu bebo a madrugA7ada que se alonga. D Dm E7 Am A
O rancho, o rAosto e o som, de um bandonion e loucos bordoneiA7os de milonga D Dm E B E
O mate, um goAsto amargo e a solidão, eu bebo a madrugada queA7 se alonga. D Dm E B E
Eu bebo a madrugada que se alonga. D Dm E B E
2.
Noite De Inverno Com Meu Pai
Tom: DAvançadoD
F#m
F5
Em
A7
C
F
G
D7
Dm
Bb7
Gm
D6
DF#mF5EmA7
EmEmDA7C
A7FA7D
Noite de invDerno, perdi o sono, pulei cedo fui
Pro galpão matear um pouco, ainda escA7uro
O fogo mEmorto reacenEmdi Dde prontA7idão
Mal fumaceGava o velho angA7ico, cerne pDuro
O douradilho, pingo bueno, crina grande,
Deu um relD7incho que ecoou na estrabarGia
Bbº C#º D
Como querendo me dizer: buenas, parceiro
Que estava prA7onto pra lida de mais um dDia Dm
Nas horas tDmernas quando o mate é cA7ompanhDmia
Os olhos pesam na direBb7ção do porA7ongo
A pampa dorme, mateio muy pensativo
E o amanhecer parece mesmo muito lDmongo
Mas, num repente, meu velho me dá (bom dia!)
Lhe peço D7benCção, puxo um bD7anco e um peleGmgo
Lá vai um mate novinho, recém cevDmado
Sorva com cA7alma, pois tá bom esse aconchDego
(Mas, se quisD6er saber da vida, meu parcDeiro,
Da experiência e da ilusão, que vem e vA7ai
É nessa hora, frente a frente, que um campeiro
Abraça o filho com orgulho de ser pDai
Mas, se quisD6er saber da vida, meu parcDeiro,
Da experiência e da ilusão, que vem e vA7ai
É nessa hora, frente a frente, que um campeiro
Abraça o filho com orgulho de ser pDai)
DD6D
F#mF5EmA7
EmEmDA7CA7
FA7D
Na prosa mDansa eu contemplo as cicatrizes
Que o tempo maula no seu rosto desenhA7ou
E, bem dispEmosto, ele me EmfalDa das tropeA7adas
E das jornGadas que sA7empre desempenhDou
É lindo ver como se sente quando eu falo
De tantas cD7oisas que não sei e lhe pergGunto
Bbº C#º D
Sua experiência, enquanto a cuia vai e volta,
Se vem à tA7ona, descrevendo cada assDunto Dm
Essa é a vDmida de um campeiro de A7outras Dmeras
Que está sentado em minha fBb7rente nessa hA7ora
E ele, por vezes, fica até se repetindo
Remoe saudade da tropa que foi-se embDmora
Já não lhe resta, a não ser velhas lembranças
De todo D7temCpo que vivD7eu meio a trompGmaço
Trançando bem, até faz relho e algDmuma
Corda pois é dos pA7oucos que ainda emenda um lDaço
Abraça o fA7ilho com orgulho de ser pDai
Abraça o fA7ilho com orgulho de ser pDai
GmD6
3.
Volver En Guitarra
Tom: BmAvançadoBm
C#7
G
F#7
A7
D
C
B7
Em
Em7
E
F
F#m
G#
F#/A
Bm9
BmC#7GF#7
A7DCCB7Em
BmGF#7Bm
Quando eu me fBmor para sBmempBmre CdesBmse DmuEm7ndo
E separA7ar-me dos meus entes mais queriDdoEs F F#7
Só um desBmejo a Deus suprGemo, eu lhe F#7peço
Por impossível, mas eu sei que é tão profBmundo
Que se tranfBmorme numa árvore minha alma intEmeira
Para que em dA7ias calorosos de verDão
Em minha sBmombra que descGanse meus aF#7migos
Que faça abrigo e se proteja quem bem quBmeira
(Quando os gurA7is em brincadeira me cercDarem D
E Cos quCe se B7amam, cumprindo uma promEmessa
Deixe em seus nomes como um recuerdo na minha cBmasca
Ainda que C#7doa e com uma fGaca C#7me corF#7tarem
F#mQuanGdoG levA7arem minha madeira a um carpintDeiro
DEmC veCz de mB7óveis, que fabriquem umas guitEmarras
Pra eu estar junto aos meus amigos numas fBmarras
Com umas corC#7deonas e um rasguF#7ear chamamecBmeiro)
( A7Bm GFº D DºC C#Cº B7F# )Em
A7GDCCB7Em
BmGF#7Bm
Que se transfBmorme en un arBmbolBm miC alBmma DenEm7tera
Para que en dA7ías calurosos de verDanEo F F#7
Bajo mi sBmombra que descGansen mis paiF#7sanos
Como una posta que me ocupe quien lo quiBmera
Que los gurA7ises con lá ronda me cercDaran
DY ClosC que se B7aman cumpliendo una promEmesa
Dejen sus nombres cual recuerdo en mi cortBmeza
Aunque me dC#7uela y con cuchGillo C#7me talF#7laran
F#mY cuGanGdo trA7oce mi madera un carpinteDro
DQuCe enC vez de muB7ebles se dedique a hacer guitEmarras
Para estar junto a mis amigos en las fBmarras
Con acordC#7eonas y un rasguF#7ear chamamecero
FG#F#/ABm9
4.
Abraço Eterno
Tom: AMédioA
A7
D
E
B7
E7
O toquAe campeiro que um velho gaiteiro
Espalhou quaA7l o vento, deixando lembrDanças lindaEs
O povo ainB7da revive a história
E traz na memória o som que jamE7ais se findaA
AO correr do tempo deixou, por exemplo
O ensinamenA7to para alguém seguirD seus passoEs
Do velho compaB7sso de uma vaneira
Da gaita campeira que, aos poucos, perdE7eu seus braçoAs A7
Num canto guardaDda, sua gaita calada
Entra a madrugada e um sonho vem lAhe buscar
Pra um tempo lindo do povo sorrEindo
E a gaita se abrindo em seu peito a tocaAr A7
Num canto guardaDda, sua gaita calada
Entra a madrugada e um sonho vem lAhe buscar
Pra um tempo lindo do povo sorrEindo
E a gaita se abrindo em seu peito a tocaAr
AO tempo, sem pena, branqueou a melena
Tirando a forçA7a do mais gauchDesco abraçoE
A idade avançB7ada trouxe passos lentos
E seus movimentos não têm mais o E7mesmo compasAso
APor isso, agradece se alguém aparece
Que seja gaiteA7iro e abrace a eteDrna parceiEra
Pelas mãos do amB7igo, acalma a saudade
E a mocidade rebrota na aE7lma gaiteiAra A7
Num canto guardada, sua Dgaita calada
Entra a madrugada e um sonho vem lAhe buscar
Pra um tempo lindo do povo sorrEindo
E a gaita se abrindo em seu peito a tocaAr A7
Num canto guardaDda, sua gaita calada
Entra a madrugada e um sonho vem lAhe buscar
Pra um tempo lindo do povo sorrEindo
E a gaita se abrindo em seu peito a tocaAr
AO choro do fole, no ronco de um gole
Do mate gaúA7cho, lhe desce queimDando o peitEo
A mente revB7ive toadas antigas
E a voz das cantigas não vibra do mE7esmo jeitAo
AMas vê seu legado ser perpetuado
Por mãos pequeA7ninas que ainda rabDiscam cadeErnos
E sabe que a vB7ida renasce no herdeiro
E gaita e gaiteiro é o dom de um abE7raço eternAo A7
Num canto guardada, sua gaiDta calada
Entra a madrugada e um sonho vem lAhe buscar
Pra um tempo lindo do povo sorrEindo
E a gaita se abrindo em seu peito a tocaAr A7
Num canto guardaDda, sua gaita calada
Entra a madrugada e um sonho vem lAhe buscar
Pra um tempo lindo do povo sorrEindo
E a gaita se abrindo em seu peito a tocaAr
5.
Estampa Serrana
Tom: GAvançadoG
E7
Am7
D7
G7
C
C7
F
Bb
Eb
A7
D
Ab
GE7Am7D7G
O dia acordGou sul do continD7ente
E o corpo presente e o frio da coxGilha
A cuia descansa com erva lavD7ada
Foi-se a madrugada é a hora da encGilha
Meu ruano relE7incha no peso do Am7basto
Batendo os cD7ascos no lombo da estrGada
A vida comE7eça pra quem vive Am7dela
E depois da cancD7ela o poncho é minha morGadaG7
C(As nuvens enfeitam o azul do cG7éu
Sombreando o chapéu de abas pra cCima
E águas do açC7ude espelham grandFeza
Nos dando a belBbeza de uma obra prEbima
Assim eu sustG7ento minha estampa serrCana
A vida aragD7ana e as coisas que trGago
Me basta um rFancho uma china e um cavCalo
O resto é regG7alo churrasco e mate amCargo
D7GD7GA7DA7
DCGD7GFBb
EbAbD7G
Relinchos de pGotro pelo descampD7ado
No chão esverdeado de trevo e capGim
Sinuelando a tropa nos campos da sD7erra
Algum touro berra em tons de clarGim
Esse é o Rio GrE7ande que trago coAm7migo
No sistema antD7igo que herdei dos avGós
A vida modE7erna pouco me apAm7ronta
E de pé me encD7ontra nestes cafundGós G7
D7GD7GA7DA7
DCGD7GFBb
EbAbD7G
Na costa do mGato de sombra comprD7ida
Uma cruz esquecida aos olhos dos sGeus
Murmúrios de sanga e da vida selvD7agem
Sonorizo a imagem pintada por DGeus
Um pano de grE7alhas enterra pinAm7hões
Como guardiD7ões destes pinherGais
Replantam esperE7ança pra sua esAm7pécie
Também fortalD7ecem a vida dos demGais G7
D7GD7GA7DA7
DCGD7GFBb
Eb
AbD7G
6.
Castelhana
Tom: GAvançadoG
G7
C
D7
Eb7
D
F
Am7
Cm
GG7CG
D7GEb7D7
Eu hGoje me vou pra frontDeira
Pois quCeira ou não queira vou ver meu amor
EsperGei toda a semDana
Pra ver a castelhCana minha linda flor
Tá frGio na minha cidDade
A bem da verdCade está frio demais
Ao sGul do meu coraçDão
Quero tempo bCom só você me trGaz
Ao sGul do meu coraçDão
Quero tempo bCom só você me trGaz
LFarga tudo e vCem comGigo
VFamo encarCar o perGigo
LFarga tudo e vCem comGigo
VFamo encarCar o perGigo
CastelhGana se você me Dama
Me Cama, me D7ama, me dGiz
Castelhana se você me D7ama
Me Cama, me D7ama, a Am7gente pode sD7er felGiz
CmGD7
GG7CG
D7GEb7D7
Tá frGio na minha cidDade
A bem da verdCade está frio demais
Ao sGul do meu coraçDão
Quero tempo bCom só você me trGaz
Ao sGul do meu coraçDão
Quero tempo bCom só você me trGaz
LFarga tudo e vCem comGigo
VFamo encarCar o perGigo
LFarga tudo e vCem comGigo
VFamo encarCar o perGigo
CastelhGana se você me Dama
Me Cama, me D7ama, me dGiz
Castelhana se você me D7ama
Me Cama, me D7ama, a Am7gente pode sD7er felGiz
CmGD7G
LFarga tudo e vCem comGigo
VFamo encarCar o perGigo
LFarga tudo e vCem comGigo
VFamo encarCar o perGigo
CastelhGana se você me Dama
Me Cama, me D7ama, me dGiz
Castelhana se você me D7ama
Me Cama, me D7ama, a Am7gente pode sD7er felGiz
CmGD7
GAm7D7
7.
Novas Andanças
Tom: FAvançadoF
C#7
F#7
B
NoFvas andanças nesse vida de artisC#7ta
Eu tenho feito buscando integraçãFo
Sempre brigando por valores culturC#7ais
Que representam o pontencial da tFradição.
Só tenho amigo nos lugares onde andC#7ei
Pra quem toquei meus acordes de aFmizade
De alegF#7ria, esperança e gauchismBo
Ganhado aplauC#7sos recebidos sem vaidadFe.
FEm passo Fundo CTG Lalau MirandC#7a
Também toquei no CTG Getúlio VargFas
Em Carazinho toquei no Rincão SerraC#7no
Se não me engano já estive no Pedro VargFas.
Ibirubá lá no Rancho dos TropeiC#7ros
E em Cruz Alta lá no Querência da SeFrra
E em TuF#7pã CTG Tapera velBha
Sempre cantaC#7ndo as belezas da nossa teFrra.
Em PorFto Alegre já toquei no TiaraC#7jú
Tambem toquei no Ponteiros do Rio GranFde
Toquei em Viamão no Vaqueano da CultC#7ura
E em Caxias no Tropeiro do Rio GrFande.
Toquei em São Marcos lá no Porteira da SerC#7ra
Em Cerro Largo no Porteira das MiFssões
E em PaF#7lmeira no Galpão da Boa VontadBe
Sempre cantanC#7do as mais puras TradiçõFes
FSanta Vitória no Rodeio dos PalmarC#7es
Em São Vicente no Cancela das FroFnteira
Em São Francisco Negrinho do PastoreC#7io
Em Alegrete no vaqueanos da FrontFeira
Uruguaiana lá no Sinuelo do PC#7ago
Na california o Serrano foi FinalFista
Santa MF#7aria lá na estancia do MiBnuano
A linda terraC#7 da Tertulia natiFvista.
ToFquei em Osorio CGT Estancia da SeC#7rra
Galpão de Estancia cidade de SobrFadinha
Em santo Antonio da patrulha o Chico BorgC#7es
Por todos eles eu sinto muito carFinho
Toquei em São Borja lá no Tropilha CriouC#7la
Também toquei no CTG da Camaquã F
Em GuapF#7oré lá no última TroBpeada
São GabriC#7el no Caiboaté e tFarumã
LFevo comigo a bandeira do C#7civismo
Sempre afiada por que sou um brasFileiro
Com ideal de liberdade pela freC#7nte
Tendo na mente ajudar os companheFiros.
Tenho a lembrança dos pagos que visC#7itei
E a todos eles eu expresso gratidFão
Por quaF#7nto tempo que jamais esquBecerei
A gentilC#7eza que fizeram a estFe peão.
8.
Peão Nativo
Tom: BbAvançadoBb
C7
F
F7
BbC7F
Eu sou natFivo de uma terra bem distC7ante
Que por sinal é buenacha e hospitalFeiraF7
Por qualquer cBboisa a gauchada não acC7anha
E o velho trago de canha não falta na dominguFeiraF7
Por qualquer cBboisa a gauchada não acC7anha
E o velho trago de canha não falta na dominguFeira
FC7FC7
BbC7F
Tiro de lFaço, gineteadas campo afC7ora
Jogo de osso nos comércios de carrFeiraF7
Assim no mBbás repontei a minha infC7ância
No viver de peão de estância dando pealo na manguFeira F7
Assim no mBbás repontei a minha infC7ância
No viver de peão de estância dando pealo na manguFeira
FC7FC7
BbC7F
Depois de mFoço, eu saí pra sentar prC7aça
Fiquei um ano com a farda brasilFeiraF7
Quando dei bBbaixa resolvi voltar de nC7ovo
Pra viver junto ao meu povo na minha vida galponFeiraF7
Quando dei bBbaixa resolvi voltar de nC7ovo
Pra viver junto ao meu povo na minha vida galponFeira
FC7FC7
BbC7F
O mundo intFeiro já conhece este qÃC7¼era
Que faz o verso com carinho e com amFor F7
Assim eu vBbivo e assim gosto de vivC7er
E agradeço a Deus por ser um gaúcho de valFor F7
Assim eu vBbivo e assim gosto de vivC7er
E agradeço a Deus por ser um gaúcho de valFor
FC7FC7
BbC7F
E, hoje em dFia, sou um gaúcho folgazC7ão
Tenho um ranchinho e muito amor junto aos mFeus F7
Na minha vBbida conquistei tudo o que eu quC7is
Por isso sou bem feliz com este dom que Deus me dFeu F7
Na minha vBbida conquistei tudo o que eu quC7is
Por isso sou bem feliz com este dom que Deus me dFeu
FC7FC7
Bb
C7F
9.
O Milho E A Família
Tom: CFácilC
G
D7
G7
CGD7G
VCivo do milho que eu planto e também trGato a bicharD7ada
Com polenta e milho verde eu criei a filharGada
FCaço quirera pros pintos, pato, gGalinha e (porcD7ada)
Ainda guardo talo e folha pra algum tempo de geGada
FD7aço conta do que eu Guso e o que D7eu posso vendGer
LD7evo o tanto que me sGobra no vizD7inho pra moGer
FCaço o brique no bolicho por coisGas de precisD7ão
Querosene, sal e erva, arame, prego e facGão
(A alegrD7ia de um bravo agricultGor
Ver o milho embonecrD7ando, com chuva, sol e calGor
Família unD7ida nos costumes do interiGor
Pede prG7oteção ao cCéu e cuida a tD7erra com amGor)
CGD7G
CGD7G
VCida de quem é do campo, defendGendo sua existD7ência
E, buscando seu caminho, fez daqui sua querGência
NCão se assusta com prenúncio de algum Ginverno bem fD7eio
Deus abençoou a safra e está com o paiol bem chGeio
MD7ilho que seca no pGé tá sujD7eito a apodrecGer
Se D7é tempo de chuvarGada e a nuvD7em apareceGr
QuCebra a planta em cotovelo, servGiço da gurizD7ada
É um festival de coceira, beliscão e gargalhGada
CGD7G
CGD7G
GrCão que nos dá o sustento, digo, cGom toda certD7eza
Rico ou pobre, não importa, presente em todas as mGesas
BrCasil do colono forte, que, na prGimária cultD7ura
Semeia nosso alimento e nos dá tanta fartGura
Do pD7é se aproveita tGudo e no trançD7ado se trabGalha
CadD7eira, cama e colchGão, balaio D7e chapéu de pGalha
CEntre secas e geadas, sigo aguGentando o repD7uxo
Só me assombra a rataiada, as (lagarta) e os (carGuncho)
GD7G
10.
Costumes do Meu Pago
Tom: DAvançadoD7
Gm
F
Eb
Cm
Eb7
Cm7
F7
Am7
Ab7
G
C/D
Como é bonito se chegar numa fazD7enda dando ô de casa e o peão caseiro recebGmer
Dizendo apeia companhFeiro e vEbá chegD7ando que no galpCmão tem água pD7ura pra bebGmer
O índio aEb7peia e vai tirando o chapD7éu cumprimenEb7tando assim tCmodos de mão em mD7ão
E em segCm7uida desencF7ilha e larga o pingoGm e se aprocAm7hega prAb7a roda de chimarrGão
(São cosC/Dtumes dos meu pGago velho Rio Grande camAm7peiro
Não me canso de cantD7ar esse garrão brasilGeirGmo)
Int.
Como é bonito reparar lá manguD7eira um piazinho dando pealo de cuchGmarra
A cachorrada quando Fia espantEbando o gD7ado e a peonCmada no servD7iço em algazGmarra
Tiro de Eb7laço é lindo de sobre lD7ombo conforme o tEbombo pode atCmé quebrar a rD7ês
E se quebCm7rar sempre sF7e aproveita a carneGm e se reAm7parte com os Ab7vizinhos outra vGez
( )Int.
Como é bonito uma família gaD7úcha e la pucha sou suspeito pra falGmar
Pois o respeito se aprFende dEbesde pequD7eno a ouvir calCmado o que os grD7andes tem pra contGmar
Como é boEb7nito a benção que se pede aos pD7ais e o beijo aEb7migo que a mãe dCmá antes de dD7eitar
É mesmo Cm7lindo ver o gurF7i levantar-sGme e insisAm7tindo pro maiAb7s velho se sentGar
( )Int.
Como é bonito se escutar de madrugD7ada uma cordeona e um violão dando gemGmido
Pois se sonha mesmo estFando EbacordD7ado e se encCmontra tudo quD7e já foi perdGmido
Como é Eb7lindo reviver os bons momD7entos de alegEb7rias e vitCmórias conquistD7adas
De madruCm7gadas mal dormF7idas e vividasGm e o pensaAm7mento nosAb7 braços da prenda amGada
( )Int.