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(primeira parte)
Alguma coisa acontecC#7e no meu coraçãF#m7o Em7 A7
Que só quando cruza a IpirF#7anga e a avenida São JoãBm7o
É que quE7ando eu cheguei por aquFi eu nada entenF#m7di
Da dB7ura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas menBm7inas E7
Ainda não havia para mA7im Rita Lee, a tua mais completa traduçEbão
Alguma cF#7oisa aconteBm7ce no meE7u coraçãC#7o F#7
Que sB7ó quando cruza a Ipiranga e a aveE7nida São João E7
(segunda parte)
Quando eu te encarei frente a frC#7ente não vi o meu roF#m7sto Em7 A7
Chamei de mau gosto o que vF#7i, de mau gosto o mau goBm7sto
E7É que Narciso acha fFeio o que não é esF#m7pelho
E a mB7ente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutBm7antesE7
E foste um difícil comA7eço, afasto o que não conheço
Eb°
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende deprF#7essa a chamaBm7r-te de reE7alidaC#7de F#7
PorB7que és o avesso do avesso do aE7vesso do avesso E7
(terceira parte)
Do povo oprimido nas fC#7ilas, nas vilas, faveF#m7las Em7 A7
Da força da grana que eF#7rgue e destrói coisas beBm7las
Da fE7eia fumaça que sFobe apagando as estF#m7relas
Eu vB7ejo surgir teus poetas de campos e espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chBm7uva E7
Pan-américas de ÁfricA7as utópicas, túmulo do samba
Eb°
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baiF#7anos passeBm7iam na tuE7a garoaC#7 F#7
E os nB7ovos baianos te podem curE7tir numa boa
(ritmo)
(1ª verso)
(parte 1)
C#7
(parte 2)
F#m7Em7A7
(2º verso)
(parte 1)
F#7
(parte 2)
Bm7
(3º verso)
(parte 1)
E7
(parte 2)
F#m7
(4ª verso / 5ª verso)
(parte 1)
B7
(parte 2)
B7Bm7
(6º verso)
(parte 1)
A7
(parte 2)
(7º verso)
(parte 1)
E7
(parte 2)
C#7F#7
(8º verso)
(parte 1)
B7E7
(parte 2)
E7
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